És um puto mimado que usa e abusa do que quer, quando quer. Achas que só por transpirares beleza tens o universo feminino a teus pés. Às vezes até tens sorte, quando te interessas por raparigas como eu que se apaixonam num abrir e fechar de olhos, mas nem sempre vai ser assim. Talvez, um dia mais tarde na vida irás terás o azar (ou a sorte) de ter de lutar por uma rapariga até ela ser tua e nesse dia vais sentir o que senti quando tu me deixas-te no fim de Outubro. Deixas-te me do nada, sem motivo aparente e tive de ser eu a rever todos os meus actos e atitudes para perceber o porquê. Errei mas tu também erras-te, acredita.
Em Março metes-te conversa comigo. Foi só isso, metes-te conversa, perguntas-te como eu estava e como é que estava a correr a vidinha e eu respondi, disse tudo o que tinha a dizer sem dar ouvidos a outros que tinham toda a razão do mundo. Fiz o que o meu coração mandou sendo o correcto ou o errado.
Desde de Outubro passaram sete meses, onde eu poderia ter decidido ter-te esquecido mas não o fiz. Quer dizer, tentei esquecer-te e consegui parcialmente porque o essencial ainda ficou cá.
Há poucos dias atrás, a saudade foi tanta que inventei uma desculpa só para falar contigo e a tua abordagem foi bastante diferente daquela que eu pensava que iria receber. Escrevias texto atrás de texto repleto de lindas e belas palavras onde me deste a entender que querias voltar a ser o que éramos. Insistias em dizer que aquilo era tudo verdade, nada de mentiras. Como é óbvio, metade das minhas esperanças já mortas renasceram das cinzas para se juntarem aquelas que se mantinham e entreguei-me a ti com um simples "tenho de pensar". Daquele sexta não parecias o rapaz que é hoje e só passaram três dias. Estavas destemido, confiante e pronto a lutar e hoje não entendo o teu comportamento. Foi tudo mais uma ilusão onde novamente culpo-me de ter acontecido.
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